Entrevista Pablo Zorzi
Venha conhecer um dos autores mais promissores do gênero terror nos últimos tempos. Aqui, Pablo Zorzi fala um pouco sobre sua trajetória, dificuldades, sonhos e projetos futuros.
ENTREVISTAS


Nome: Pablo Zorzi
Livros: WOW! O Primeiro Contato, O Homem de Palha, Irmãos de Palha, Colheita de Ossos.
Gêneros que escreve: Thriller, Suspense e Horror.
Público Alvo: Adultos
Mini Biografia: Pablo Zorzi vive no interior de Santa Catarina. Wow! O Primeiro Contato, seu romance de estreia, foi um dos livros mais vendido da 19ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Em 2017 participou do projeto Fim de Semana do Terror, tendo escrito um conto para publicação ao lado de Raphael Montes e Ilana Casoy. Seu primeiro suspense policial, O Homem de Palha, recebeu o Prêmio Rubem Fonseca de melhor livro criminal de 2022 e teve os direitos adquiridos para produção de audiovisual. Seu livro Colheita de Ossos foi lançado em edição especial pela TAG Inéditos em maio de 2023. É membro da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror (Aberst).
Onde encontrar seus livros: Amazon, livrarias físicas e digitais.
1 - Quando e porque você começou a escrever?
Comecei a escrever em 2014, durante a faculdade. Na época, eu tinha bastante tempo livre e sentia que precisava fazer algo útil com ele.
2 - Qual foi a sua inspiração inicial?
Minha inspiração inicial veio das fantasias medievais, especialmente obras como Senhor dos Anéis e Game of Thrones. Esses universos me fascinavam e me motivaram a criar minhas próprias histórias.
3 - Como você se firmou um/uma escritor (a) nesse gênero que escreve atualmente?
Por necessidade, acabei migrando para outros gêneros. Fantasia nacional é um mercado complicado no Brasil, então precisei me adaptar para conseguir publicar e alcançar mais leitores. Hoje, escrevo em um estilo que combina melhor com o que o público procura.
4 - Pretende escrever outros tipos de gêneros? Quais e Por quê?
Sim, estou escrevendo um suspense sobrenatural no momento. É uma experiência diferente, mas muito interessante. Quero explorar novas formas de contar histórias e ver até onde minha criatividade pode ir.
5 - Quem é/são suas/sua inspiração (ões)?
Não tenho inspirações específicas. Minhas ideias surgem de experiências pessoais, observações do cotidiano e, claro, da imaginação. Não consigo apontar uma pessoa ou obra que tenha moldado meu estilo.
6 - Qual sua lembrança mais bonita no ramo literário enquanto escritor(a)?
Foi quando recebi a notícia de que a Editora Record se interessou pelo meu primeiro livro. Foi ali que percebi que talvez minha escrita fosse melhor do que eu imaginava.
7 - Qual sua pior lembrança no ramo literário enquanto escritor(a)?
Não tenho lembranças ruins.
8 - Em sua opinião, é possível viver da venda de livros no Brasil?
Sim, mas com uma ressalva: desde que você seja autor estrangeiro! Infelizmente, o mercado editorial brasileiro ainda enfrenta muitos desafios, e poucos autores conseguem viver apenas de royalties.
9 - Qual o seu maior sonho na carreira de escritor(a)?
Já realizei muitos dos meus sonhos: ganhar um prêmio literário, ter meu livro selecionado pela TAG Livros, vender direitos para adaptações audiovisuais e audiolivros, e assinar contrato com a editora que sempre foi minha meta. Agora, meu maior sonho é ver uma de minhas obras traduzida para outro idioma e alcançando leitores internacionais.
10 - Como você descreve a sensação de ter obras escritas e publicadas?
No começo, era algo muito empolgante. Ver meu nome em um livro físico era surreal. Hoje, já me acostumei um pouco, mas ainda sinto orgulho de cada obra publicada.
11 - Qual o tipo de publicação você pratica hoje em dia e por quê? (Independente, editora, catarse...)
Atualmente, publico por editoras tradicionais. Prefiro esse modelo porque me permite focar na escrita enquanto a editora cuida de toda a parte comercial e de distribuição.
12 - Você tem algum ritual antes de começar uma sessão de escrita?
Não tenho rituais específicos. Simplesmente sento e escrevo quando surge a inspiração ou quando preciso cumprir um prazo.
13 - Qual a maior dificuldade de ser escritor no Brasil?
A maior dificuldade é ser brasileiro. O mercado editorial enfrenta muitos desafios, e os leitores ainda têm preconceito com autores nacionais. Além disso, a falta de incentivo à leitura torna tudo mais difícil.
14 - Qual a parte mais desafiadora de escrever um livro?
Escrever com qualidade é o maior desafio. Manter a consistência narrativa, desenvolver personagens complexos e criar diálogos naturais exige muito esforço.
15 - O que um leitor que não conhece seu trabalho pode esperar das suas obras?
Sangue. Muito.
16 - Você já duvidou de seu potencial? Se sim, por quê?
Nunca duvidei do meu potencial. Sempre acreditei que poderia melhorar e evoluir como escritor, mesmo nos momentos mais estranhos.
17 - Você tem projetos futuros? Se sim, quais?
Estou trabalhando em um suspense sobrenatural. Por contrato, ainda não posso revelar muitos detalhes, mas estou animado com essa nova fase.
18 - Quais conselhos você daria para quem está iniciando?
Meu principal conselho é: comece. O que mais existem hoje em dia são escritores que não escrevem. Não espere a inspiração perfeita ou o momento ideal. Sente-se e coloque suas ideias no papel. A prática é o que vai te transformar em um escritor melhor.
ISSO OU AQUILO (resposta do Pablo em NEGRITO)
Vender mais de mil exemplares físicos ou mais de mil exemplares digitais.
Vender 500 exemplares na bienal ou palestrar numa edição de bienal internacional.
Publicar um livro por editora ou fazer todo o projeto independente.
Ter dez mil leitores fixos e fanáticos ou quinhentos mil seguidores no instagram.
Publicar um livro por ano ou participar de antologias sazonais.
Ganhar o prêmio Jabuti ou ter a obra traduzida para outros idiomas.
Ser um milionário literário por um único trabalho ou um Best Seller por cada lançamento feito.
Escrever um calhamaço de mil páginas ou uma história consisa de trezentas páginas.
BATE BOLA (resposta do Pablo em NEGRITO)
Praia ou Piscina.
Doce ou Salgado.
Dia ou Noite.
Inverno ou Verão.
Pastel ou Coxinha.
Bienal do Rio ou Bienal de SP.
Uma lema de vida: Desistir é para os fracos. Ideal é nem tentar.
Um Livro: Sobre Meninos e Lobos
Um Filme: Ilha do Medo
Um Autor(a): Gustavo Ávila
Uma música: O Pouso
Um(a) cantor(a)/banda: Quarteto Coração de Potro
Uma mania/vício: Deixar pra amanhã.
Tenho medo de: Nada. Sou o Batman kkkkk.






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